A aula do dia 25 foi uma espécie de continuação da aula anterior, cujo tema também foram os Trançados Bora. Inicialmente, os discentes apresentaram o diário de bordo da aula do dia 18 e após isso, o professor dividiu a turma em grupos para que houvesse a discussão sobre o texto Trançados Amazônicos.
O povo Bora habita a parte da Amazônia pertencente a Colômbia e ao Peru. Eles vivem da pesca, da caça, de atividades agrícolas e do artesanato. Eles tiveram sua cultura e suas raízes esquecidas e desvalorizadas por conta de duros processos de colonização. Através da educação, tenta-se recuperar um pouco da cultura deles, que foi perdida com o passar do tempo. É interessante notar a relação desta comunidade e de outras com a matemática, que por alguns é visto como algo chato, cansativo e até mesmo restrito a pessoas detentoras de alto conhecimento. Mas é possível perceber que algumas comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas se relacionam com a matemática e como ela é importante para essas populações.
A visão negativa que as pessoas carregam da matemática, muitas vezes vêm dos métodos utilizados nas escolas tradicionais. Através do estudo mais profundo sobre a origem e a utilização dela, busca-se mudar essa percepção ruim que se tem. A etnomatemática surgiu com base em críticas sociais acerca do ensino tradicional da matemática, como a análise das práticas matemáticas em seus diferentes contextos culturais. Ela busca mostrar ao aluno que a matemática não é apenas um campo abstrato de conhecimento, sem relação com a realidade e a etnomatemática busca mostrar essa relação da realidade prática com a matemática. É nisso que se dá o estudo deste conteúdo neste componente, que além de demonstrar a matemática de forma diferenciada, busca valorizar os conhecimentos e a cultura de povos antigos.
A segunda parte da aula foi dedicada ao estudo mais profundo dos trançados. Agora, para representar alguns tipos mariposas que não são regulares, é necessário adaptar o elemento do terno (c).
Estudamos também, o cálculo de área nas mariposas. A área de uma mariposa é igual a soma dos quadrados de dois números consecutivos. Isso porque a soma de n primeiros números ímpares é igual a n².
É possível chegar ao resultado também, sem contar os quadradinhos e fazer somas, através deo uso de função. Com a fórmula:
A(mariposa) = nf²+4 = [2a + 4c (b -1)]² +4 = [a +2c (b - 1)]² +1
8 8 2
O professor explicou também sobre simetria e eixo dos trançados, relembrou aos discentes sobre as atividades extraclasse e sobre materiais a ser levados na próxima aula e os alunos foram liberados.
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